Na última sexta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou a posição de que não haverá um acordo com o Irã que não seja a “rendição incondicional”, quase uma semana após uma ofensiva que contou com o apoio de Israel. Em uma postagem em sua rede social, Trump mencionou: “Após isso, e a escolha de um líder digno e aceitável, nós e nossos valorosos aliados trabalharemos para trazer o Irã de volta da destruição iminente. Façam o Irã grande novamente!”.
A declaração do presidente americano foi feita logo após o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mencionar que alguns países já iniciaram esforços de mediação, embora não tenha esclarecido quais nações estariam envolvidas nas possíveis negociações.
Pezeshkian destacou: “Estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em proteger a dignidade e a soberania do nosso país. A mediação deve focar aqueles que desmereceram o povo iraniano e provocaram essa situação” em sua conta na rede social X.
Trump também comentou, ao longo da semana, de maneira vaga, sobre a duração do conflito. Em uma entrevista ao Daily Mail, mencionou que a guerra poderia durar “quatro semanas ou menos”. Durante uma cerimônia na Casa Branca, sua avaliação foi de “quatro ou cinco semanas ou mais”, embora tenha afirmado que os EUA têm meios para ir “muito além disso”.
Em conversa com a Reuters, o presidente americano afirmou que deseja ter voz na escolha do sucessor do aiatolá Ali Khamenei, que faleceu no primeiro dia do conflito.
Em uma entrevista à revista Time, publicada na quinta-feira (5), Trump admitiu a possibilidade de retaliações iranianas em solo americano, mas minimizou o assunto, argumentando que os cidadãos já estão cientes dessa possibilidade. “Pensamos nisso constantemente. Nos preparamos para isso. Mas sim, estamos aguardando algumas situações. Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando se entra na guerra, isso acontece”, ressaltou.

