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Mpox pode ser curado? Como reconhecer? Confira as principais dúvidas sobre a doença.

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De acordo com recentes dados do Ministério da Saúde, o Brasil contabilizou 140 casos de Mpox até a primeira semana de março de 2026, sem que tenha ocorrido nenhuma morte relacionada à doença até o momento.

O crescimento dos registros tem gerado grande apreensão entre a população, que busca informações no Google sobre sintomas, vacinas e a severidade da doença.

A CNN Brasil analisou as principais indagações feitas pelos usuários desde o início de 2026.

Os dados do Google Trends revelam que as buscas pelo termo Mpox frequentemente incluem: vacina, sintomas, casos, transmissão, tratamento e prevenção.

Houve um crescimento de 100% nas pesquisas entre os dias 14 e 21 de fevereiro, em comparação ao período anterior, especialmente após a confirmação de novos casos em Porto Alegre, Rondônia e Bahia, além do surgimento de uma nova variante.

Quais são as dúvidas mais comuns no Google?

1. O que é Mpox?

Segundo a Sociedade Paulista de Infectologia, a Mpox é uma infecção viral originada de um ortopoxvírus, geralmente transmitida pelo contato físico com lesões, fluidos corporais ou secreções respiratórias durante interações próximas e prolongadas.

2. Quais são os sintomas mais comuns da Mpox?

Os sintomas mais destacados incluem febre, mal-estar, dor no corpo, inchaço dos gânglios linfáticos e lesões na pele, que se desenvolvem em diferentes fases até se tornarem crostas.

As lesões podem surgir em várias áreas do corpo e se tornam um dos indicadores mais relevantes para a suspeita clínica. Identificação precoce é essencial para guiar o isolamento do paciente, minimizar a transmissão e garantir o tratamento apropriado.

3. Há vacina contra Mpox?

Sim. Conforme informações do Ministério da Saúde, a vacinação tem foco em indivíduos que estejam mais suscetíveis a formas graves da doença, que inclui homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais que vivem com HIV.

Além desses, também são prioritários profissionais de laboratórios que manipulam microrganismos e têm entre 18 e 49 anos, assim como aqueles que tiveram contato de alto ou médio risco com fluidos de pessoas suspeitas ou confirmadas para Mpox.

4. A Mpox tem cura?

Sim, porém atualmente não existe um tratamento específico aprovado pela OMS para a Mpox. Há suporte clínico disponível para aliviar os sintomas, prevenir complicações e evitar sequelas.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, os sintomas em casos leves a moderados costumam desaparecer sem tratamento médico.

As lesões cutâneas geradas pela Mpox geralmente secam sozinhas ou com um curativo úmido que as proteja. Adicionalmente, os infectados devem evitar o uso de produtos como enxaguantes bucais e colírios que contenham cortisona.

É vital evitar o contato direto com pessoas suspeitas ou confirmadas, além de praticar a higiene frequente das mãos com água e sabão, que são medidas principais de prevenção.

Os infectados devem manter isolamento social e não compartilhar itens pessoais, como toalhas e roupas.

5. A Mpox pode ser fatal?

Conforme o Ministério da Saúde, em certos grupos, especialmente imunocomprometidos, crianças e gestantes, os sintomas podem evoluir para complicações graves e, em casos extremos, resultar na morte.

A taxa de letalidade varia de acordo com a variante do agente. O clado 1 é considerado mais grave e transmissível do que o clado 2, que causou o surto em 2022. Além disso, uma nova subvariante, clado 1B, foi identificada na República Democrática do Congo em setembro de 2023 e apresenta maior transmissibilidade e gravidade.

6. A Mpox pode causar uma pandemia?

Especialistas consultados pela CNN afirmam que sim, é possível que a Mpox se torne uma pandemia.

O cenário exige monitoramento epidemiológico rigoroso e comunicação eficaz. É essencial que, além de não provocar pânico, as informações sobre sintomas, formas de transmissão e prevenção sejam amplamente divulgadas para que a população possa identificar sinais de alerta e buscar ajuda médica quando necessário.

Informações de Gabriela Maraccini, Giovanna Christ e Giu Aya, da CNN Brasil.

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