O preço do barril de petróleo, após ter ultrapassado a marca de US$ 100, registrou uma queda no mercado internacional. Este alívio momentâneo para os investidores aconteceu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que a guerra contra o Irã havia sido “concluída”.
Trump afirmou que a alta nos preços dos combustíveis seria temporária e “um mal necessário”. Contudo, essa interpretação não encontrou respaldo no mercado financeiro.
Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, o valor do barril de petróleo Brent — indicador do comércio global — havia superado os US$ 100. Entretanto, ao término do dia, o preço caiu para menos de US$ 85, refletindo uma variação incomum de mais de US$ 20 durante as negociações.
Apesar da queda, a incerteza permanece, especialmente pela falta de sinais claros sobre a reabertura do estreito de Ormuz pelo Irã. Essa passagem é fundamental para o comércio global de petróleo, e no último dia 5 de março, apenas seis embarcações conseguiram transitar pelo local, em comparação com 152 no dia 25 de fevereiro.
Trump mencionou a possibilidade de “tomar o local” e considerada a alteração nas relações comerciais com outras nações para amenizar os preços. “Estamos suspendendo algumas sanções relacionadas ao petróleo para baixar os preços. Temos sanções em vigor contra certos países, e vamos revogá-las até que a situação se normalize”, declarou durante uma coletiva.
Outras nações também estão buscando soluções para a reabertura do estreito. A França, por exemplo, enviou seu navio porta-aviões, o Charles de Gaulle, para a área, com o objetivo de “garantir a segurança” das embarcações. O presidente francês, Emmanuel Macron, informou que está trabalhando com aliados para desenvolver um projeto de reabertura do estreito.
“Estamos implementando uma missão puramente defensiva, que possibilitará a escolta de navios cargueiros e petroleiros, permitindo a reabertura gradual do estreito de Ormuz, vital para o comércio internacional”, afirmou Macron.
As repercussões do bloqueio já estão sendo percebidas nos preços dos combustíveis em diversos países, incluindo os Estados Unidos. A média nacional do preço da gasolina alcançou o patamar mais elevado desde os mandatos de Trump, o que representa uma preocupação para o republicano, que foi eleito prometendo manter os custos baixos.
“Os preços estão alarmantes. Estão extremamente altos. Em alguns momentos, é necessário escolher entre comprar gasolina ou outras necessidades essenciais”, comentou o motorista de caminhão, Pablo Cerezo.

